Cartas e Cartazes nº 30: SBT conquista espaço entre os brasileiros através da emoção (23/09/1983)



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Por José Eustáquio Lopes de Faria Júnior (@juniorpitangui)

Na edição número 30 do nosso Cartas e Cartazes resolvemos buscar uma campanha publicitária lá de trás, de quase 30 anos desde que foi publicada na imprensa. Trata-se da primeira campanha publicitária forte, envolvendo toda a grade de programação do SBT.

Repare no anúncio que a marca “TVS” ainda era muito forte (e permanceria assim pelo menos até 1987/1988), então era usada em todas as campanhas publicitárias do SBT. Às vezes, inclusive, era adotada a expressão “no canal 4”, muito comum na década de 70 e princípio dos anos 80, quando se apostava bastante na divulgação da numeração dos canais, uma vez que ainda era pequena a identificação com os canais em si.

O anúncio principal da campanha de 1983 era esse. Reunia todo o elenco “principal” do SBT na época, a saber: Bozo, Programa Raul Gil, Clube dos Artistas (ex-Almoço com Artistas), Teleteatro da Vida, O Direito de Nascer (versão mexicana), Show Riso, Programa Silvio Santos, Viva a Noite, A Mulher é um Show (com Moacyr Franco), Show sem Limite (com Sérgio Chapelin), Programa Flávio Cavalcanti e a série americana Super-Herói Americano.

O mote da campanha principal era “Emoção”, contudo, cada programa tinha seu anúncio com um palavra-chave. Por exemplo, o Programa Raul Gil era “garra”, o Programa Flávio Cavalcanti era “coragem” e o Viva a Noite era “alegria”. Outras atrações que não figuram no anúncio principal também ganhariam suas versões separadamente, como o seriado Snoopy. Ao longo dos meses vamos postar essas preciosidades para você, leitor.

Voltando ao nosso anúncio de hoje, veja o caráter ainda precursor dele. Dá a nítida impressão que se trata- de uma inauguração há pouquíssimo tempo. Logo no início do texto isso claro: “Uma nova TV surgiu no panorama da Comunição Brasileira...”. Depois, começa um discurso empolgante de que uma emissora surgiu como opção (à Globo, claro) para quem buscava alegria, calor humano e que esquentou o vídeo. Era o SBT despontando nas campanhas publicitárias nos jornais de uma forma bastante incisiva.

O mais curioso do anúncio vem depois. O SBT cita nominalmente, sem nenhuma cerimônia, anunciantes que apostaram na “nova emissora”: Gessy Lever, Nestlé, Colgate, Johnson & Johnson, Anderson Clayton e Phllip Morris. E garante em seguida que o retorno é efetivo: “uma programação consolidada, liderada por uma série de programas de auditório, ao vivo, comandados por artistas brasileiros em contato direto com o público”. Aliás, que falta faz essa maratona de programas de auditório ao vivo, hein? São outros tempos, mas fazem falta esses programas populares em sequência, tudo ao vivo. E ninguém melhor representava, já na época, a figura do auditório, do que o SBT, através de Silvio Santos.

Por fim, o SBT convida através do anúncio para “olhar para os lados”, em um nítido apelo para o público deixar de se fixar apenas na programação da Globo. Por fim, o SBT faz uma “graça”, ao dizer que aparecia ali, através do SBT, mais um líder na televisão brasileira. A ideia não era falar que iria bater a Rede Globo. Isso fica bastante claro com a expressão “mais um”. Mas sim que o SBT determinaria os costumes e hábitos de uma parcela significativa dos telespectadores brasileiros pelo seu modo de fazer TV e que, como opção, causariam barulho. Estavam certos.

O que achou do anúncio de hoje? Gostou? Comente aqui no site! Seu comentário é muito importante para aprimorarmos cada vez mais o quadro. Envie também o seu anúncio antigo do SBT através do contato@sbtpedia.com.br. Vamos fazer o maior levantamento de anúncios da história do SBT. Não fique fora dessa!

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