Cartas e Cartazes nº 42: SBT é a primeira emissora brasileira a entrar na Coréia do Norte (24/10/2005)



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Por José Eustáquio Lopes de Faria Júnior (@juniorpitangui)

O Cartas e Cartazes deste sábado reúne dois dos principais assuntos das últimas semanas, tanto no mundo da TV, quanto no noticiário internacional. Ana Paula Padrão, que deixou o casting da Rede Record e a Coréia do Norte, protagonista de ameaças da retomada de guerra com a vizinha Coréia do Sul e o aliado Estados Unidos.

Contratada em maio de 2005 pelo SBT, Ana Paula Padrão viria a fazer sua estreia no dia 15 de agosto daquele ano, quando era lançado o telejornal SBT Brasil, que ela passou a ancorar. O telejornal era o principal fruto de investimentos pesados da emissora em um setor que havia sido quase dizimado nos últimos anos.

Ana Paula Padrão, além de âncora, se arriscou também em matérias especiais para o SBT Brasil. E esse é o nosso tema de hoje. Dentre essas matérias, talvez a principal tenha sido uma série de reportagens na Coréia do Norte.

Não era qualquer série de reportagens. Com essa matéria, além de ser exclusiva, o SBT fazia história no jornalismo, ao ser a primeira equipe de TV brasileira a entrar no fechadíssimo sistema comunista da Coréia do Norte. Uma vitória e tanto se considerarmos que tal reportagem ia ao ar apenas 2 meses após a criação do telejornal.

A “conquista” da viagem não foi fácil. O SBT e a equipe do SBT Brasil tiveram de negociar durante 7 meses (de fevereiro a setembro/2005), a obtenção do visto para entrada no País. Ana Paula Padrão viajou ao País a partir do dia 8 de outubro, juntamente com a editora de política Mônica Gugliano e o cinegrafista Edílson Rizzo e lá pôde retratar não apenas uma Coréia fechada ao mundo e à globalização, mas também um povo alegre e disciplinado. Na ausência de Padrão, devido à viagem para a série de reportagens, o SBT Brasil foi comandado pelo jornalista Guilherme Menezes.

Depois da chegada, a série foi devidamente editada e preparada para ir ao ar no SBT Brasil, o que ocorreu na semana do dia 24 de outubro de 2005. E, com a moral que Ana Paula Padrão estava na emissora, a pauta ganhou também margem para estampar anúncio de divulgação nos principaís veículos de comunicação do País. Nele, o SBT destaca todo o fator inédito da reportagem e, claro, a figura da “nova contratada” sempre em destaque, um orgulho após as campanhas “Globo fica sem Padrão”.

A série de reportagens pode ser vista na íntegra, a partir desse canal no YouTube:


Após ir ao ar, a série ganhou muito notoriedade. Até hoje, é considerado um dos principais documentários sobre a Coréia do Norte, produzidos em língua portuguesa. Todos esses fatores contribuíram para que a matéria fosse um dos três indicados na final do Prêmio Esso de Telejornalismo de 2006, mas infelizmente a matéria não levou o prêmio. Contudo, já se mostrava o destaque que o jornalismo ganhava ao figurar novamente em uma premiação tão importante, especialmente por ter sido a melhor matéria OFF-Globo na disputa.

Vale lembrar que o SBT também é detentor de outras matérias inéditas no exterior. Coube a Yula Rocha, em 2006, ser a primeira repórter brasileira a entrar na base americana de Guantánamo, em Cuba. Já em 2010, através do repórter Fábio Diamante, o SBT foi a primeira emissora da América Latina a entrar no nebuloso e corrupto Sudão.

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