Opinião SBTpedia: A Usurpadora é fenômeno pela quinta vez


Por Pedro Nascimento(@pedromnasciment)

Hoje foi ao ar o último capítulo da quinta exibição da novela mexicana “A Usurpadora”. Isso mesmo, quinta exibição! A trama foi exibida pela primeira vez em 1999 e teve reprise em 2000, 2005, 2007 e 2012. A novela foi vendida e traduzida para mais de 60 países. No Brasil, um fenômeno que conquista novos fãs a cada exibição, até mesmo por aqueles que torcem o nariz quando o assunto é novela mexicana. 

O enredo criado pela autora Inés Rodena, a mesma dos fenômenos Os Ricos Também Choram (a primeira novela mexicana exibida no SBT) e da trilogia das Marias, tornou-se assunto obrigatório nos últimos meses. Fosse na internet — com a criação de memes inspirados nos personagens e nos comentários em tempo real nas redes sociais durante a exibição dos capítulos — ou nas conversas diárias. Os motivos para esta repercussão surpreendeu até mesmo o SBT, pois como justificar que uma produção que vai ar pela 5ª vez além de garantir a vice-liderança ainda causa alvoroço nas redes sociais? 

Pode-se entender que "A Usurpadora", mesmo com elementos clichês de qualquer produção mexicana é uma novela que apresentou alguns diferenciais. O próprio título da trama foi motivo para provocar certa curiosidade perante o público que desconhecia o significado da palavra “Usurpadora”. Além disso, a novela teve uma iluminação adequada, completamente aceitável ainda para os tempos atuais. Os cenários também foram bem construídos, a casa dos Brachos, por exemplo, ainda permanece chique, diferente dos tons bregas e pesados de algumas mexicanas anteriores. 

Na primeira exibição da novela, Gabriela Spanic veio ao Brasil para divulgá-la, participando de vários programas do SBT. Esteve com Silvio Santos no extinto “Em Nome do Amor”, passou pelo “Domingo Legal”, deu entrevista à Marília Gabriela e, ainda, foi dar selinho em Hebe Camargo. Encantada pela nossa dublagem, a atriz disse que levaria fitas da novela com áudio em português para guardar como recordação. 


De olho no sucesso da reprise, o SBT trouxe a atriz novamente para o Brasil e no “Domingo Legal” mostrou uma retrospectiva da carreira dela. Celso Portioli dedicou muitos minutos para mostrar um passeio da atriz pela cidade de São Paulo. Teve jantar com fãs e uma visita ao Mercado Municipal, que comprovou o sucesso, mostrando um número incrível de pessoas com celulares e filmadoras registrando a passagem da atriz. 

Diga-se de passagem, Gaby Spanic brilhou a novela inteira com a interpretação das irmãs gêmeas Paola e Paulina. Suas personagens representaram bem os extremos entre o bem e o mal. Além disso, Paulina, embora fosse extremamente boa, quebrou o estigma de mocinha chata e estereotipada, fazendo com que o telespectador torcesse para que as mudanças que ela provocava na vida e na fábrica dos Brachos dessem certo. 

No elenco, vale destacar também a interpretação marcante de Libertad Lamarque (Vovó Piedade), que arrasou do início ao fim da trama, desde sua passagem como alcoólatra até a transformação provocada por Paulina, que conseguiu fazer com que ela voltasse a ter razões para viver. Também teve personagens que cresceram junto com a novela, como a Dominika Paleta (Leda), com sua beleza inquestionável e as suas maldades sutis, fugindo da regra das vilãs exageradas das tramas mexicanas, e a Chantal Andere (Estephanie), uma mulher amargurada que vivia às sombras da religião e de um amor doentio. 

“A Usurpadora” é uma novela que tem o mérito de conquistar pela história. O telespectador mesmo diante de alguns absurdos de continuidade encara com verossimilhança o trunfo infalível das gêmeas de personalidades opostas. Não há trilha sonora ou qualquer outro tipo de recurso que faça prender o público diante a TV como em algumas novelas brasileiras. A novela tem uma história leve e não identifica o México como cenário, então não há fuga de público e atrai até mesmo os que não gostam de novelas estrangeiras. 

A trama chegou ao fim hoje e já deixa saudades. Por isso, o SBT vai exibir a continuação “Além da Usurpadora”, um especial em três capítulos mostrando o que aconteceu após o casamento de Paulina e Carlos Daniel. Imperdível. É sem dúvida um fenômeno de audiência e repercussão que certamente fortaleceu ainda mais o laço entre o SBT, a Televisa e o público de casa.

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