Coletânea histórica: As decisões mais malucas de Silvio Santos na história do SBT

As decisões mais malucas de Silvio Santos na história do SBT

Por José Eustáquio Lopes de Faria Júnior (@juniorpitangui)
 

 Diante dos últimos acontecimentos do SBT, reuni uma coletânea de decisões e iniciativas malucas de Silvio Santos ao longo dos anos. Tem para todos os gostos e para os desgostos também. Algumas folclóricas, outras que foram deveras preocupante. A ideia inicial era fazer um TOP 10, só que aos poucos fui lembrando de mais e mais...

Faz não! Pede (1983):

Se você acha que Silvio Santos só faz yoga e meditação e não liga para coisas pequenas do SBT, você está redondamente enganado. Até no nome dos programas ele costuma se meter. Foi o caso do “Você Faz o Show”, atração que começou sendo apresentada por Lolita Rodrigues e Murilo Néri e posteriormente apenas pelo segundo. Silvio Santos, no decorrer dos meses, não agradou do nome que estava no ar e alterou para “Você Pede o Show”. O que isso mudou na vida do programa? Nada. Que saiu do ar pouco tempo depois.

Silvio Santos manda apagar programa (1983):

Esse talvez era para ter sido um dos programas mais épicos da história do SBT. Durante o Show de Calouros, Silvio Santos e Sérgio Mallandro resolveram trocar de lugar. Silvio começou a imitar Mallandro no júri e Mallandro, por sua vez, virou Silvio Santos. Consta que Sérgio Mallandro imitou seus trejeitos tão bem e revelou tão bem sua personalidade e trejeitos dentro e fora das câmeras, que Silvio Santos não gostou e mandou apagar o programa na íntegra logo após a gravação. A equipe teve que ficar lá no palco para gravar mais uma hora e meia de atração para ocupar o lugar no “tape”, que havia ficado vago.

Grua só pode comigo (1984):

Peça ainda de luxo no SBT na primeira metade dos anos 80, a grua, que faz com que as câmeras tenham uma visão mais panorâmica dos cenários, trabalhando a câmera em um percurso na horizontal ou na vertical.  Pois bem, nessa época ela foi alvo de polêmica, já que Silvio Santos decidiu que só o programa dele teria direito à tecnologia. E ai de quem resolvesse desobecer a ordem.

Alô criançada, o Bozo não chegou (1984):

Silvio Santos estava impossível em 1984. Primeiro ele quis tirar Os Trapalhões da Globo, sem o Renato Aragão (Didi), que estava para ganhar um programa solo na Globo. Não deu certo. Depois mandou fazer um estudo sobre os custos e os ganhos dos filmes produzidos por eles. E, enfim, deu sinal verde para a produção de um filme do Bozo, personagem infantil do SBT, que se chamaria “As Aventuras de Bozo”. Após tudo acertado e com o diretor Clery Cunha já iniciando os trabalhos do filme, eis que Silvio Santos resolveu cancelar todo o projeto.

Democracia e diretas não pode (1984):

Amigo do presidente João Baptista Figueiredo e adepto da “Semana do Presidente”, Silvio Santos dizia que TV era para elogiar e somente noticiar o fato frio da notícia. Pois bem, palavras como “democracia” e “diretas” estavam proibidos dos telejornais do SBT na época. Imagina que dificuldade do jornalismo em poder trabalhar na época, sendo que estavam ocorrendo diversas manifestações pelo País nas Diretas Já (a da Sé, a maior delas, que sequer teve cobertura do SBT) e também para falar da votação da Emenda Dante de Oliveira, restabelecendo as eleições diretas no País.

Não fiquem alegrinhos não (1984):

Foi com essas palavras que Silvio Santos noticiou os investimentos no jornalismo em 1984. Animador, não? Vale publicar aqui o trecho, publicado na imprensa da época, que é auto-explicativo: “Não é pra criticar ninguém. Tem que falar bem de todo mundo. O nosso candidato é o Paulo Maluf, mas também estou com o Tancredo. Não posso correr o risco de perder essa televisão. O Maluf está com o Delfim. Já pensou se ele pensa que sou inimigo e me tira o Carnê? Estou roubado. Que é que vou fazer? Vocês não sabem o que tive que fazer para ganhar esse canal. Estou aumentando o espaço do jornalismo, mas não fiquem alegrinhos não. É só a favor. Se o Maluf quiser falar o dia inteiro, não tem problema, pode deixar, mas de leve. Também não podemos perder as verbas do governo estadual, como Caixa, Sabesp etc. Não hostilizem ninguém. Vamos apoiar o Maluf, sem mexer com o Montoro. Temos que fazer que nem a Globo. Não falem mal de ninguém. Só elogiem, por isso não quero o Ferreira Netto. Ele é muito sincero e não tem partido. Acho um ótimo jornalista mas manda o pau indistintamente. Vocês não sabem como o Maluf me encheu o saco com aquele debate. Se eu estivesse aqui, não tinha saído, cheguei em cima da hora e não dava mais para cancelar. Ainda bem que o Ferreira não está aqui. Se estivesse, já teria inventado o debate Tancredo-Maluf. Aqui não. Tenho medo, não posso correr nenhum risco”.

Fui cantada. Já era (1984):

Em 1984, a telemoça Janete Rodrigues, que atuava principalmente nos programas Raul Gil e Show sem Limite, deu entrevista a uma revista masculina dizendo que havia sido cantada por Silvio Santos. Resultado: demitida pelo dono do SBT. À época, Janete argumentou que a revista havia colocado palavras na boca dela. Tarde demais.

Esta é sua vida – cancelando quadros (1984):

Esta é Sua Vida é um quadro que ficou famoso com J. Silvestre e Sérgio Chapelin no SBT, quando apresentavam o “Show sem Limite”. Um dia, nada mais que de repente, Silvio Santos resolveu levar a atração para os domingos com sua apresentação. Beleza, marcada a gravação com Gretchen, a primeira convidada, Silvio Santos fez quatro perguntas e, com raiva, decidiu abandonar a atração de lado. Mandou de volta para o Show sem Limite, à época já com comando de Murilo Néri. Tudo caminhando bem para a estreia, que agora seria com Sérgio Mallandro, e pouco antes da estreia, Silvio Santos manda cancelar tudo, mesmo com passagens e hospedagem da família do artista já paga e confeccionado um cenário de luxo para a atração.

Silvio Santos barra “merchan” de Gugu (1984):

Silvio Santos por muito pouco não tratou de perder Gugu Liberato no terceiro ano de seu Viva a Noite. Isso porque ele resolveu implicar com algumas coisas que estavam ocorrendo na atração, que já dava sinais de franco crescimento. Expediu um memorando determinando o fim do uso do boneco Bugaloo e também o uso de ovos nas brincadeiras do programa. A primeira medida era vista como uma promoção própria (“merchan”) de Gugu, já que o boneco era criação dele e comercializado como brinquedo e tudo mais. Já os ovos, Silvio Santos estava incomodado com o cheiro nos estúdios quando ia gravar no dia seguinte, aos domingos. Dois dias depois, Gugu pediu uma reunião e chegou a entregar o cargo, que só não se concretizou porque a rescisão era muito alta.

Ninguém se promove no SBT (1984):

Pegando carona no caso Gugu, Silvio Santos não ficou parado. Baixou determinação proibindo qualquer artista ou convidado de citar seu cabeleireiro, figurinista, maquiador e até mesmo peças de teatro ou filmes ou coisas do gênero no ar pela emissora, considerando falta grave do funcionário que cometê-la, cobrando a quantia correspondente ao diretor do programa em que acontecer o desrespeito. Toda necessidade de artista divulgar seu trabalho teria que passar por Ademar Dutra (diretor de produção da emissora), que submeteria a demanda à direção-geral, leia-se Silvio Santos.

Faltou a gravação, tá demitido (1984):

Nem mesmo Moacyr Franco escapou das loucuras. Em 1984, durante viagem para Miami, o artista acabou sendo assaltado, o que atrasou sua vinda para o Brasil e, de quebra, deixou de apresentar o “A Mulher é um Show”, atração que comandava no SBT. O fato deixou Silvio Santos nervoso, que demitiu Moacyr através de comunicado ao seu advogado, alegando que o programa sairia do ar.  Mas a verdade é que o programa seguiu no ar, sem ele.  Porém, os bons resultados que a atração conseguia com Moacyr não se repetiram e acabou saiu do ar.

Maquiando os estrangeiros (1986):

Em 1986, Silvio Santos promoveu uma grande reestruturação na direção do SBT. Uma delas, por exemplo, foi a saída de Roberto Manzoni da direção de programação e sua ida para o Viva a Noite, de Gugu Liberato. Mas a mudança mais polêmica mesmo foi a entra da argentina Nelly Raymond para comandar o núcleo de shows. A medida de Silvio Santos era polêmica, pois havia legislação na época que vetava estrangeiros de exercer comando diretivo em empresas de mídia. Por isso, sua função no SBT era meio às escondidas, não tornando a nomeação algo oficial para evitar ações judiciais ou coisas do tipo.

Festa só acompanhado das esposas (1988):

Se você acha que já viu tudo a respeito de determinações de Silvio Santos, essa foi pra ficar no hall da fama: nenhum diretor poderia comparecer uma festa sem sua respectiva esposa ou namorada fixa. Pouco tempo depois a ordem foi estendida também para os artistas e profissionais a nível de chefia. Tudo em nome da moral e dos bons costumes. Segundo a imprensa na época, apenas Marcos Wilson, diretor de jornalismo e contratado há pouco tempo, havia escapado da determinação, por estar “acima de qualquer suspeita” na visão do dono.

Produzir pra quê, se eu posso comprar de outras (1990):

Com o fracasso de Cortina de Vidro, que Silvio Santos apostava tanto porque era uma coisa que ele não precisava gastar com encargos com mão-de-obra, produção e direitos trabalhistas (apenas pagava pelo produto pronto e ponto), ele resolveu ir além: queria comprar novelas da concorrente Bandeirantes para exibir em seu horário nobre. A ideia era já começar com “Os Imigrantes”, um dos grandes sucessos do canal dos Saad. A negociação evoluiu mas acabou não sendo fechada, felizmente. Por pouco o SBT não vira o Viva da Bandeirantes.

Cruzada de pernas não pode (1991):

Sabe aquele negócio que no SBT se preocupa em mexer com tudo, menos o que de fato precisa ser mexido? Pois é. Em 1991, Silvio Santos determinou a proibição de que as câmeras focalizassem as pernas das moças da plateia. Medida conservadora se não fosse o fato do SBT exibir semanalmente a partir daquele o “Cocktail”, programa ousado que exibia mulheres “tim-tim” com seios de fora. Qual dos dois SBT estava valendo mesmo?

Cortou o cabelo perdeu o emprego (1991):

Essa talvez a mais bizarra e injusta de todas. Mariane era uma apresentadora infantil em franco crescimento no SBT, subindo cada vez mais na audiência até que um dia resolveu colocar seu cabelo curtinho. Resultado foi o Silvio Santos ver, não gostar, e mandá-la para o RH bem na data do seu aniversário, dia em que foi ao ar no seu programa um especial anos 60.

Primeira matéria do Documento Especial proibida (1992):

No jornalismo de Silvio Santos a liberdade vai até onde ele achar que não vai atingir o governo. Foi assim com o Documento Especial, que vinha com uma matéria impactante para sua primeira edição no SBT (a atração havia se mudado da Manchete), cujo documentário se chamaria “O País da Impunidade”, traçando todo um panorama histórico da impunidade impregnada no sistema brasileiro até o caso da CPI de PC Farias. Silvio Santos vetou e para a estreia o programa que foi ao ar tratou de uma temática bem mais leve: a saudade.  E o povo já começou a sentir saudade da Manchete no primeiro dia...

Impeachment sem placar (1992):

Definitivamente o SBT não tinha tradição em cobertura política, muito em virtude das barreiras que Silvio Santos colocava. Por vias tortas acabou que o TJ Brasil acabou virando referência no jornalismo dessa área com ótimos repórteres cobrindo o dia-a-dia de Brasília. Até que na cobertura do impeachment, na transmissão da sessão que afastou Collor das funções, todos os canais davam o placarzinho na tela para acompanhar os votos dos deputados. Só o SBT que não. Bom, até que não precisava, tamanha foi a lavada nos votos dos excelentíssimos. Mas era mais uma demonstração de subverniência ao Estado.

Hebe no domingo. Eu decidi? Não. (1993):

Incomodado com as derrotas para a Globo, Silvio Santos buscava alternativas para mexer na programação dominical para fazer frente ao Domingão do Faustão. Foi então que resolver uma pesquisa. Através de um instituto? Não. Através de um perfil de público que assiste ao SBT nesse dia? Não. Através do auditório mesmo. Pergunto ao auditório se Hebe era uma boa no domingo. Elas, as colegas de trabalho, como boas estrategistas de grade que são, disseram que sim e assim foi feito. Claro que nem o artista foi consultado sobre isso (anos antes Hebe teve seu programa dividido em dois – Hebe por Elas na segunda e o Hebe na terça). Resultado do primeiro dia de gravações foi terrível, com vários erros e falhas, que impediram até mesmo Jô de participar, já que uma falha no switcher interrompeu as gravações por 30 minutos. “Que pecado! Pretendia dar uma moto em miniatura para o Jô durante o programa. O público ia rolar de rir... É por isso que odeio gravações. Em oito anos de SBT, sempre me apresentei ao vivo e nunca tive problemas. Agora, inventaram esta história de me colocar no domingo, gravando sei lá quantos dias antes. Minha vontade é de chorar. (...) Estou frustradíssima. Se acontecer tudo de novo na semana que vem, não farei mais o programa. É uma promessa, Podem cobrar”, disse a apresentadora na oportunidade.

Programa Livre cortado (1994):

Estratégia de guerrilha na programação sempre foi uma das preferidas de Silvio Santos no SBT, desde o sucesso da série “Pássaros Feridos”. Em 1994, não foi diferente. Naquela época ele apostava nos dois horários de Éramos Seis e ligava bonito o “dane-se” para o programa que estava entregando a audiência. E não era qualquer enlatadozinho meia-boca que era cortado do nada não. Era o Programa Livre, inédito, com o Serginho Groisman. Muita vezes, para acompanhar a grade da Globo, a emissora cortava no meio um número musical ou uma entrevista e botava no ar a novela. Puro desrespeito.

Antecipando jornal no fim de ano (1995):

Em 1995, Silvio Santos contratou uma equipe de fora, especialmente dos Estados Unidos e do Canadá para desenvolver um novo telejornal para o SBT, que pudesse ser um ótimo ponto de faturamento da emissora, classudo e inspirado no inspirado no “City TV”, de Toronto, no Canadá e “Detroit”, dos Estados Unidos. A estreia estava prevista para março de 1996, mas Silvio Santos resolveu antecipar tudo, na ânsia de ver o projeto no ar. Entrou no ar em dezembro de 1995, em plena época de share baixo, substituindo um formato totalmente diferenciado de jornalismo que era o Aqui Agora, para ficar apenas 30 dias no ar. E voltava o Aqui Agora para seu horário habitual para salvar a faixa...

Lançando três novelas ao mesmo tempo. Que potência! (1996):

O lançamento de três novelas ao mesmo tempo foi uma ideia de Silvo Santos em 1996 para impactar a grade de programação. Era divulgado como algo inédito na TV brasileira e tudo mais. Só que a estratégia se revelou muito ruim, já que além de duas serem produzidas de forma independente (uma delas no exterior), a que era produzida diretamente pelo núcleo de teledramaturgia do SBT (“Razão de Viver”) acabou prejudicada em termos de divulgação, produção e não repetiu a boa repercussão das anteriores. Nesse mesmo ano começaria o sucesso da trilogia de Thalia e nem precisa dizer como o Departamento de Teledramaturgia foi sendo colocado para escanteio, pouco a pouco, até 1998...

Teleteatro? Quero não, posso não (1997):

E uma das formas para o núcleo de Dramaturgia não ser desativado de vez por Silvio Santos, foi a ideia dele de reativar os Teleteatros. Esse tipo de atração apareceu pela primeira vez no SBT em 1983, mas dessa vez teria textos “belíssimos”, em sua maioria, adaptados da mexicana Marisa Garrido. A revolta foi geral. Atrizes veteranas como Irene Ravache, Jussara Freire e Joana Fomm se recusaram a trabalhar nesse tipo de produção. No fim, acabaram que elas se mostraram certas, já que a atração nem foi ao ar direito entre 1997 e 1998, sendo que muitos episódios inéditos só viriam a entrar no ar em exibições especiais no ano de 2005.

O jornalismo voltado para uma única pessoa (1997):

Se existia uma pessoa que simbolizava o jornalismo do SBT nos anos 90 esta era Boris Casoy, âncora do TJ Brasil. O assédio da Record pelo seu passe e o acerto de sua mudança para a concorrente, tirou qualquer motivação de Silvio Santos em continuar investindo em jornalismo. Hermano Henning tocou o telejornal até o fim de 1997, até que foi tirado do ar e o Departamento praticamente extinto, sobrando poucos profissionais, que foram sendo demitidos pouco a pouco.

Fantasia derruba projeto de 6 anos no ar (1997):

Além do TJ Brasil, quem também foi extinto em 1997 foi o Aqui Agora, um dos grandes símbolos históricos do jornalismo do SBT. E o dia da extinção foi até curioso: era a estreia do “Fantasia”, projeto pessoal de Silvio Santos, que, pela novidade, bombou muito e deu picos de 16 pontos no IBOPE. Com isso, o Aqui Agora acabou não entrando no ar no dia, já que a atração de Débora Rodrigues e companhia teve sua duração esticada. Resultado: Aqui Agora nunca mais voltou e Fantasia nunca teve uma sequência duradoura de boa audiência na grade. Valeu a pena?

Divulgação só para o dia seguinte (1998):

Preocupação muito pertinente de um dono da empresa de televisão é sobre o alcance de dias de uma chamada na grade. E foi assim que Silvio Santos agiu em 1998. Por determinação dele, chamadas só poderiam ir ao ar com “amanhã” ou “hoje”, ou seja, as atrações só poderiam ser divulgadas na vésperar de ir ao ar. Nada de “próximo domingo”, “nesta quarta” ou coisa do tipo. Realmente uma coisa importantíssima para a divulgação da programação do SBT.

Serginho Groisman no estacionamento (1998):

Mais um dia lindo de gravações para o Programa Livre, até que Serginho Groisman chega ao SBT e se depara com um acúmulo de gravações na emissora, dentre elas a do piloto do “Alô Carla Perez”, programa altamente inédito baseado no “Hola Susana” e já produzido pela emissora com o nome lindo e astrológico “Alô Crystynah”, tudo ideia do dono do SBT. Como não tinha espaço, Silvio Santos pediu encarecidamente a Serginho que ele fizesse o Programa Livre diretamente do estacionamento/portaria do CDT Anhanguera. E assim foi feito.

Transmissão de contratação de Ratinho revolta Nestlé (1998):

A contratação de Ratinho pelo SBT foi um dos momentos mais importantes da televisão em 1998. Nem mesmo a multa superior a R$ 40 milhões foi o bastante para conter o ímpeto de Silvio Santos. A coisa ganhou ares tão espetaculosos, que o patrão mandou transmitir ao vivo a coletiva de apresentação do novo contratado. Só que a ideia acabou dando problema: anunciantes (como a Nestlé) se reuniram com Silvio Santos cobrando estabilidade da grade, que estava muito “maleável”, para não dizer voadora. Naquele dia especificamente, os anunciantes haviam pago para anunciar no Cinema em Casa e não na festa da contratação de Ratinho. Naquele ano foi instalada uma verdadeira bagunça no SBT, com filmes sendo alterados em cima da hora, grade não divulgada antecipadamente... Ou seja, a cara de Silvio Santos no oder.

Pra que Big Brother se posso fazer algo copiado? (2000):

A história é conhecida, mas vale sempre relembrar: em 2000, o SBT tinha praticamente acertado a compra do formato do Big Brother para produção na emissora em 2001. Um funcionário do SBT foi, inclusive, à Holanda para conhecer melhor o reality e estudar sua produção. Acabou que no final Silvio Santos não assinou o contrato, achando excessivo o lance de criação de uma Endemol Brasil que seria parceira do SBT em produções, e preferiu, secretamente produzir a Casa dos Artistas. Certo é que o Big Brother taí no ar com bons índices e faturamento lá em cima até hoje na Globo. Já a Casa...

É muito menininha. Não dá (2001):

Prazer, Silvio Santos. Função: Diretor de Elenco. É, Silvio Santos não é briquedo não e tirou Patrícia de Sabrit da vaga de protagonista de “Amor e Ódio”, em 2001, depois de chamadas chamadas e primeiros capítulos já em andamento. Na visão de Silvio, Patrícia era muito “menininha” para fazer o papel. Em seu lugar escalou Suzy Rêgo para o papel principal da trama.

Demissão no aniversário (2001):

Não foi só a apresentadora Mariane que foi demitida no aniversário no SBT. Aconteceu também com o diretor Walter Lacet, contratado em 2000, tempos depois da morte de Eduardo Lafon, para assumir sua vaga na Superintedência Artística da emissora. Como Silvio Santos não gosta de ninguém batendo de frente com ele, demitiu Lacet (de grande histórico na Rede Globo) e ainda extinguiu essa função na escala de funcionários da casa.

Eu faço as regras (2002):

Se na primeira edição da Casa dos Artistas, já havia se mudado o regulamento ao permitir que Alexandre Frota saísse e, após uma reunião com Silvio Santos, voltasse para o reality, a partir da segunda temporada, a coisa virou uma esculhambação, com mudanças a todo domingo, semanas sem eliminações e por aí vai. O completo descrédito das mudanças de regras promovidas por Silvio Santos na atração acabou pouco a pouco se refletindo no reality, em sua audiência e também no seu futuro na grade.

Briga pelo Datanexus (2003):

O instituto de medição de audiência Datanexus surgiu de uma parceria de Silvio Santos com seu diretor de engenharia, Alfonso Aurin e com o cientista político Carlos Eduardo Novaes. O projeto, que o SBT investiu R$ 4 milhões para que ele pudesse sair do papel, por pouco não sairia do papel, após Silvio Santos se revoltar em não aceitar que as patentes do hardware e do software no Brasil ficassem pertencendo a Aurin e ao criador da metodologia estatística, o cientista político Carlos Novaes. Aurin, funcionário antigo da emissora, chegou até mesmo a pedir demissão do canal por conta da situação, que acabou sendo contornada.

O Sequestro dos Artistas (2003):

Ratinho se preparava para gravar seu especial de fim ano, que por sinal seriam dois no dia 31 de dezembro de 2003, quando Silvio Santos viu a muvuca no SBT e resolveu chamar três artistas (Sidney Magal, Moacyr Franco e Agnaldo Timóteo) para gravar um Roda a Roda Especial. Com isso, Ratinho teve que ficar esperando a gravação do patrão acabar, para gravar seu programa especial. Outros artistas ficaram indignados, como Emilinha Borba, que queria ir embora tamanho o atraso.

Testei com vocês mas eu mesmo vou apresentar (2004):

Decidido a voltar com um programa na linha do saudoso Show de Calouros, Silvio Santos decidiu lançar o Gente que Brilha, que teve como apresentadores testados Ratinho e Moacyr Franco. O próprio Silvio foi quem conduziu e dirigiu os pilotos, alguns com duração de até mesmo 4 horas de duração. Por fim, Silvio Santos resolveu tomar o projeto para si e comandar a nova atração nas noites de domingo.

Silvio Santos decreta fim do ao vivo no SBT (2004):

Silvio Santos estava on fire em 2004 e uma de suas decisões que caíram como uma bomba na emissora foi que não se poderia mais fazer programa ao vivo no SBT. Nem Domingo Legal, nem Hebe, nem nada. A ideia era que isso reduzisse custos e também pudesse dar maior controle nas produções, após recentes casos do PCC (Domingo Legal) e a polêmica declara sobre Xampinha no programa Hebe. A ideia não durou muito mas criou um filhote ainda mais bizarra no futuro: a proibição da exibição do selo ao vivo em programas ao vivo (!?!) na emissora.

Novo Fantástico. Uma lenda urbana (2005):

Por duas vezes Silvio Santos quis criar sua versão “sbtística” para o Fantástico. A primeira, com nome de “Aqui Brasil” foi quase lá, teve criação e produção de Leonor Corrêa, mas depois o poderoso chefão acabou desistindo do projeto e transformando o mesmo em jornal meia-boca matutino, totalmente desfigurado do projeto original. A segunda tentativa foi contratar boa parte da equipe que implantou o Domingo Espetacular na Record (Carlos Amorim, Hélio Matosinho, Simao Scholz, Gilberto Lima, Fábio Bherend, Cristiano Teixeira, José Vicente Bernardo e Alexandre Franco), que fizeram de tudo no SBT (inclusive dirigir o Ratinho e o Charme, de Galisteu), menos uma revista eletrônica semanal. Saíram em 2007 da emissora sem qualquer projeto do tipo encaminhado.

IBOPE – ninguém viu, ninguém vê (2005):

Consciente dos reais problemas do SBT, Silvio Santos manda retirar do SBT todos os terminais do Ibope das produções da emissora, pelos quais se acompanha a audiência em tempo real na Grande SP, arma da “guerra da audiência” ao vivo, que permite prolongar ou reduzir a duração de uma atração no ar. Segundo Silvio Santos, a ferramenta comprometeria a qualidade dos produtos do SBT.

My name is Joaquim (2005):

Uma das proibições mais folclóricas da história do SBT foi a de Silvio Santos proibindo que seu nome fosse pronunciado por seus contratados. No café da manhã para anunciantes em novembro de 2005, com a presença de boa parte do casting do SBT, Moacyr Franco criou uma forma bem interessante de driblar a proibição: passou a chamar o patrão de Joaquim. Moacyr Franco pediu a Hebe para interceder por mais espaço para o humor. “Você não é íntima do Joaquim?”. Hebe não entendeu. “É que não pode falar o nome do homem”, explicou Franco. A partir daí, só se falou de “Joaquim”. Celso Portiolli contou ter sido informado por “Joaquim” que irá trabalhar aos domingos em 2006. A atriz Françoise Forton reivindicou a “Joaquim” câmeras digitais para a teledramaturgia.

Embate com Adriane Galisteu rende um comunicado escrito por Silvio Santos (2006):

Silvio Santos e Galisteu foi uma história de amor e ódio que o tempo não pôde apagar. Aconteceu de tudo desde sua contratação em 2004. Até veto a merchandising por parte de Silvio Santos teve, mesmo sabendo que ela era um nome bom comecialmente. A relação foi desgastando, desgatando, até que em 2006 começaram os boatos que ela iria pedir o boné (e o roupão) e deixar a emissora. Foi então que o SBT soltou um comunicado que considero o mais com cara de assinatura de Silvio Santos da história. Impossível dizer que não foi ele quem escreveu: “O SBT não rescinde contrato com Adriane Galisteu. Ao contrário do que vem sendo especulado, Silvio Santos não está se indispondo com Adriane Galisteu. Há quase um ano os dois não se encontram, até porque não houve necessidade. O SBT sempre respeita os seus contratados e não abriria mão de uma profissional que tem talento, simpatia e beleza. Estamos apenas procurando dar a Galisteu uma situação que seja agradável para a emissora e para ela. O resto é conversa fiada!”

Dois telejornais em dois dias (2006):

Direto de Orlando, nos Estados Unidos, Silvio Santos manda criar dois telejornais na grade do SBT: o “SBT São Paulo” na faixa das 18 horas, com Hermano Henning e uma nova edição do “Jornal do SBT” às 22h, com Carlos Nascimento. As mudanças implicariam na extinção imediata do Programa do Ratinho. A ordem na sexta deveria ser cumprida já na segunda-feira seguinte e caiu como uma bomba na redação da emissora, que teria que criar dois novos telejornais, sem investimento qualquer, em um final de semana. Ao final, Silvio Santos acabou recuando da iniciativa.

Divulgação? Não pode. (2006):

No final de 2006, Silvio Santos desencadeou uma série de trapalhadas no SBT nunca antes vista na história. Minha Vida é uma Novela durou uma semana, a reprise de “As Pupilas do Senhor Reitor” saiu do ar por problemas na trilha (sei...) e para coroar Silvio Santos extinguiu a Assessoria de Comunicação do SBT que, repercutiu dentre outras coisas, na não divulgação da grade da emissora, nem resumos de capítulos, nem possíveis novidades da emissora. Aliás, repercutiu dentro do SBT mesmo, com o clássico erro no SBT Brasil de Juliana Alvim ao não saber informar o que vinha depois do jornal. Coitada. Nem Silvio Santos saberia informar.

Põe um final na série aí (2006):

Fã de filmes e séries, Silvio Santos comprou a série Reunião para exibir no SBT, só que ficou um tanto frustrado com a temporada não ter tido um fim. Ele então pediu ao seu assessor especial Rafael Larena para bolar um final para a série, de forma narrada, para que a trama pudesse ter um desfecho na programação.

Eu Compro o Seu Televisor dá pro gasto (2006):

Se não bastasse a encrenca com a Endemol com a disputa “Big Brother Brasil x Casa dos Artistas”, o SBT resolveu copiar mais um formato da distribuidora e colocar no ar: era o “Eu Compro o seu Televisor”, de Silvio Santos, totalmente inspirada no original “Topa ou não Topa”. Com mais uma ameaça de processo correndo e como a cópia dessa vez não rendeu o esperado, Silvio Santos resolveu comprar o original e produzir decentemente o formato. Só aí a atração passou a dar resultados bem interessantes no horário nobre da emissora.

Arrancada da Vitória – agora é pra valer (2007):

Tudo novo, tudo mais moderno. Novos programas, novas contratações. Quem não lembra dessas chamadas? A verdade é que a campanha de Silvio Santos era muto barulho para pouca coisa. De nova contratação mesmo, só Gilmelândia, que foi definida dias antes do Viva a Noite entrar no ar. Pra piorar a Assessoria de Imprensa sequer existia na emissora, não tinha coletiva para divulgar as novidades. Era o fracasso anunciado. E depois que as temporadas dos principais programas acabaram, como Ídolos, ficou um buraco só na programação.

Desenhos às 21 horas. Voltamos a década de 80 (2007):

Com a grade numa verdadeira bagunça promovida desde 2006 e sem nada para colocar no ar, Silvio Santos lembrou dos seus tempos com Pantera Cor-de-Rosa e Tom e Jerry tapando buraco e resolveu colocar desenhos na faixa mais nobre da televisão (21 horas), com exibições de Flintstones e Liga da Justiça, por exemplo. Não custa lembrar: à época, o Bom Dia e Cia chegou a ser exibido ininterruptamente das 7 às 15 horas. Haja desenhos para cobrir os rombos.

Não precisa me assistir! (2008):

Em estratégia ousada, Silvio Santos apostou no mistério para divulgar a novela argentina “Lalola”, novidade do SBT para o início de 2008. As chamadas não tinham imagens e contavam com mensagens enigmáticas do tipo “É Lulalá ou é Lalola?”. Mas foi na véspera que ele se superou: durante o Qual é a Música disse que não precisava ver a estreia de Nada Além da Verdade que viria naquele dia. Eles fariam muito melhor em dar uma chance à novela que estrearia no dia seguinte. A estratégia até deu certo na estreia. Mas a grande aposta foi caindo, Silvio Santos foi mexendo no horário, até perder para o RR Soares e dar 0.8 em realtime na época.

Bota proibídolos que vai dar certo (2008):

Revoltado em perder o reality musical “Ídolos” para a Record, Silvio Santos se dedicou a criar um nome para uma nova atração na mesma linha para ser exibido no SBT. Ele então pensou na genial ideia “Proibídolos”, que acabou não prevalecendo. A outra ideia foi “novosídolos”, assim tudo junto mesmo. Porém, a Record ganhou na Justiça e o programa acabou estreando sem nome. Sem nome! O programa teve que fazer uma enquete no ar para ganhar um nome, no qual iria prevalecer o título “Astros”, que ficou definitivo.

Troque de canal e veja Pantanal (2008):

A ideia era aproveitar a migração do sucesso “A Favorita”, da Rede Globo e favorecer Pantanal, que estava sendo exibida pelo SBT. Contudo, essa dependência acabava com a imagem do SBT Brasil, que tinha a novela concorrente direta divulgada pela própria emissora. De quebra, suas edições eram totalmente ligadas ao término da trama. SBT Brasil chegou a ter mais de uma hora de duração em determinados dias, tudo para acompanhar a grade global. Com isso, a faixa de shows, atrasada, por muitas vezes contava minimamente para a média-dia e entrava em horário extremamente ingrato.

Rebelião de atores com adiamento de novela (2008):

O sucesso da reprise de Pantanal acabou fazendo Silvio Santos adiar a novela da própria esposa. Preocupados com a carreira, atores forçaram o SBT a ter que renovar contrato com a maioria deles para a próxima novela da casa, sob pena de fazerem greve no decorrer das gravações. Revelação só viria a estrear no dia 8 de dezembro de 2008, quando os trabalhos já estavam praticamente encerrados. Isso acabou prejudicando a escalação do elenco de Vende-se um Véu de Noiva, tanto na repetição das mesmas caras quanto em perfis não condizentes com a proposta de personagens.

Telefone e Ganhe. Mas é só Hoje! Aproveite (2010):

Queridinha de Silvio Santos, Helen Ganzarolli ganhou um programa no SBT em 2010 chamado “Telefone e Ganhe”, que nada mais era que um tradicional caça-níquel muito mais barato que um Fantasia da vida, que satisfazia perfeitamente o que Silvio Santos entendia como ideal para televisão. Até hoje não sei como isso durou apenas um dia com tamanha identificação...

Escolha a (minha) Professora Helena ou rua (2011):

O ano de 2011 seria importante para a dramaturgia do SBT pois foi nele que começou a produção da novela Carrossel, que estrearia no ano seguinte. Com toda a seleção das crianças encaminhada, cabia agora a definição dos adultos. Lívia Andrade já havia até posado para foto com roupa de Professora Helena e diminuído o tamanho dos seios para ter uma aparência mais comportada na trama. Eis que o diretor Del Rangel escolhe Rosanne Mulholland para o papel. Duas semanas depois, sem explicações, o profissional foi demitido pelo SBT, ops, Silvio Santos. E Lívia ainda ganhou uma vaga na trama. Respeita, que aqui o chumbo é grosso.

A única mulher capaz... (2013):

Empolgado ao ver o sucesso de Neila Medeiros em Brasília, Silvio Santos resolveu apostar em uma figura feminina para a guerra jornalística diária por audiência, com direito a chamadas de “única pessoa capaz de vencer Datena, Rezende e cia”. De quebra, ainda cutucou a Direção Artística colocando que eles estavam insatisfeitos com o resultado de Carrossel, que estava sendo reprisado na faixa das 18 horas. Neila ia comandar a nova versão do Aqui Agora. No dia seguinte nova versão do Boletim de Ocorrências. E no dia seguinte do SBT Notícias. Nem precisa lembrar como terminou isso né?

Com Netflix não precisa de Warner (2013):

Depois que Silvio Santos descobriu a Netflix ele chegou a conclusão que qualque um poderia ter acesso a filmes e séries de maneira muito fácil e barata e que não compensava mais manter um contrato com a Warner, que acabou assinando com a Globo. A conclusão se mostrou obviamente equivocada, sendo que os filmes continuam a apresentar bons índices e o remanescente de Warner ainda na grade do SBT vira e mexe conquista vários minutos de liderança. Resultado: Em 2017, SBT corre atrás novamente de uma grande distribuidora de cinema.

Contratei para comentar, mas não mais (2014):

Após o Carnaval de 2011, Rachel Sheherazade ganhou notoriedade pelos seus comentários e Silvio Santos resolveu trazer a mesma para a rede nacional, assumindo o comando do SBT Brasil. Isso durou até 2014, quando um comentário sobre justiceiros fez a mesma ser atacada por várias instituições e o SBT, mais precisamente Silvio Santos, com medo, preferiu que ela parasse de comentar na grade. Se contratou para comentar, óbvio que polêmicas viriam no pacote. Ou opiniões seriam só pra agadar e elogiar? O que importa é que o SBT é uma TV de entretenimento.

Assinei com a Mundo Disney e ninguém sabe nada (2015):

Em 2015, o mundo da TV foi surpreendido com o contrato de Silvio Santos com a Disney, vendendo duas horas diárias da grade, nos 7 dias da semana. O contrato costurado de forma silenciosa e misteriosa, até mesmo para o alto escalão do SBT, não traz publicidade sobre quais os valores envolvidos na compra dessas faixas. Chamadas que prometia filmes como “Frozen”, “Carros”, “Toy Story 3” foram mera figuração até o presente momento. Até mesmo os filmes produzidos pela Disney Channel sumiram. E a escolha de uma faixa que era ocupada pelo Domingo Legal (11 às 13h) aos domingos, acabou abalando frontalmente a força da emissora nesse dia.

Impeachment. Que impeachment? (2016):

Se em 1992 foi de assustar não aparecer o placar na votação do impeachment, em 2016 no de Dilma não apareceu foi nada. A emissora simplesmente ignorou na sua programação dominical a votação na Câmara dos Deputados (considerada a mais simbólica), enquanto todas as outras redes se concentravam na cobertura ao vivo. Se não fosse o Conexão Repórter no final do dia, para salvar a lavoura, o público que assistisse o SBT não saberia o que havia acontecido no principal acontecimento político dos últimos 24 anos. Ordem de quem para isso? Silvio Santos.

Padronizar jornalismo é igualar vinhetas (2016):

Em 2016 aprendemos com Silvio Santos que criar um padrão de jornalismo o qual o telespectador se identifique é igualar as vinhetas de todos os telejornais. SBT Brasil, Primeiro Impacto, SBT Notícias, Jornal do SBT (R.I.P.). Tem que ser tudo igual para o povo saber que está assistindo. Padrão de jornalismo não tem nada a ver com formatos diferenciados para atender diversos públicos, investimentos em matérias exclusivas e uma qualidade linear nos produtos da área. Vivendo e aprendendo.

Um novo Domingo Legal. Um Domingo Show (2016):

Após tirar a audiência do Domingo Legal colocando-o em situação extremamente difícil com 2 horas de duração e recebendo do Mundo Disney contra uma concorrência já embalada, Silvio Santos tratou também de tirar a essência do programa que era apostar no entretenimento. Acreditando que para vencer o Domingo Show deve se apostar no mesmo conteúdo (contraprogramação para que né?), Silvio contratou a peso de ouro três profissionais da Record para darem um jeito na atração de Celso Portiolli. Deram um jeito de eliminar o que restava de público.

Cronômetro para comentários (2017):

Sim, Silvio Santos instituiu um cronômetro para os comentários dos seus jurados (ou analistas?) do quadro Levanta-te. Uma das principais atrações do Programa Silvio Santos, o formato não sofre o devido cuidado do animador, que muitas vezes coloca em xeque até mesmo a credibilidade dos que estão julgando. Se isso não bastasse, determinou que cada jurado tem apenas 30 segundos para analisar as duplas candidatas. Não dá nem pra introdução do "as duas duplas se portaram bem".

Sou a favor da Reforma da Previdência. Você sabia? (2017)

Bastou que a Polícia Federal acelerasse o passo com o caso PanAmericano para que encontros entre Silvio Santos e Michel Temer ganhassem espaço no cabeleireiro Jassa. Coincidência? O encontro veio com um pedido simples: apoio à Reforma da Previdência. Prontamente atendido, veio logo as chamadas/vinhetas do naipe “Você sabia que se não for feita a Reforma da Previdência, você deixará de receber seu salário?” Nada contra, mas usar a emissora para fazer política pode? Justo a que Silvio Santos diz ser a rede do entretenimento?

Homem do Saco apresentador de telejornal (2016/2017):

O título por si só já diz tudo, mas é importante ressaltar: Dudu Camargo não é jornalista e não tem condições para apresentar um telejornal em uma rede do tamanho do SBT. Imita Geraldo Luís (com matérias sobrenaturais), o Bacci (no visual e nos trejeitos), o Nelson Rubens (veeeeeja) e começou como Mini Silvio Santos. Sua voz empostada e jeito engessado, como bem definiu Maisa, combinada com a falta de limites, surram com a credibilidade do jornalismo do SBT, que acaba de perder seu maior símbolo de resistência, Hermano Henning. Mas o que importa é mídia né? Até quando?

Esqueci alguma? Lembra aí nos comentários.

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