Ator britânico Andy Serkis ensina Danilo Gentili a atuar como chimpanzé no The Noite desta quarta; veja frases

No The Noite desta quarta-feira, 02 de agosto, Danilo Gentili recebe ator internacional Andy Serkis. Conhecido principalmente por interpretar personagens em computação gráfica como Gollum na franquia “O Senhor dos Anéis”, King Kong e ainda Caesar na série reboot da franquia Planeta dos Macacos, ele fala na entrevista sobre como se prepara para viver cada um dos papeis, as histórias por trás deles e também sobre seu trabalho como diretor no filme “Breath”, que será lançado em outubro deste ano. Andy comenta a estreia de “Planeta dos Macacos – A Guerra” e fala sobre a evolução do protagonista: “Nós vimos o crescimento desse personagem. Agora ele é um Caesar diferente do que a gente conhece.”. Em um momento irreverente, Danilo pede a ele dicas de como agir como um chimpanzé.

 Foto: Gabriel Cardoso/SBT

Confira as melhores frases da entrevista:


É maravilhoso estar aqui. Gostaria de poder ficar mais no Brasil.

É um desafio criar o personagem, porque não é só se tornar um macaco. É um macaco especial, com inteligência melhorada. Já no primeiro filme pensei em um humano na pele de um macaco. Também pensei nele como uma criança com inteligência superdotada. (sobre Caesar)

Começo a pensar em figuras mais histórias que representem a liderança dele. É um talento que ele tem. Não vê diferença nas pessoas, trata todos de modo justo. Pensei em Nelson Mandela, baseei-me nessa essência. (Sobre referências para Caesar neste último filme)

Baseei Caesar em um chimpanzé real chamado Oliver. Ele era conhecido como “humanzé”, pois acreditavam que ele era um híbrido de humano com macaco. E o personagem se tornou uma referência para fazer o Caesar.

Eu tive a sorte de começar a trabalhar dessa forma (personagens em computação gráfica). A razão pela qual continuei a fazer esses personagens tem a ver não com a tecnologia, mas porque as histórias eram muito boas, os diretores também.

É uma ferramenta que nos permite representar qualquer papel. Foge dos estereótipos e isso é libertador. É uma ferramenta para a atuação no Século XXI. (sobre personagens em computação gráfica)

A compreensão do uso dessa tecnologia é cada vez maior. Não é um tipo ou um gênero de atuação. Já me perguntaram se deveria ser criada uma premiação para esses personagens e eu digo “não”, porque o processo de criação é o mesmo, só muda a maquiagem. (sobre personagens em computação gráfica)

Eu tinha que entender o personagem. Gollum é o som que acabou dando nome a ele. Quis entender o que aquele anel significava para ele. Passei a olhar para o anel como se fosse uma droga para ele. Passei a baseá-lo no meu gato, que cuspia bolas de pelo no chão. (sobre o processo para interpretar Gollum)

Gollum, para mim, é como um amigo que você não quer ver, mas sempre volta.

Esse é o capítulo de fechamento do ciclo do Caesar, mas podem ter mais filmes, não é algo impossível. (sobre a possibilidade de um novo filme da sequência Planeta dos Macacos)
THE NOITE
Nesta quarta, logo após o Programa do Ratinho

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