Opinião SBTpedia: Rebeca Abravanel tem assombrosa evolução como apresentadora no SBT

Rebeca tem assombrosa evolução como apresentadora no SBT

Por José Eustáquio Lopes de Faria Júnior (@juniorpitangui)


Há tempos leio e releio nas redes sociais elogios à Rebeca Abravanel. Dentre os quais, eu me incluo. A pergunta é quase uníssona: como ela evoluiu tanto em tão pouco tempo? Aquela Rebeca que estreou oficialmente como apresentadora em 9 de novembro de 2016, no “Caldeirão da Sorte”, que mal sabia olhar para a câmera, ficou absolutamente no passado. Em pouquíssimo tempo se vê um DNA do Senor Abravanel correndo em suas veias. Aliás, teve o privilégio de ter o pai como seu diretor de palco no início dessa trajetória.

Rebeca reúne as qualidades de que todo telespectador gosta de enxergar em um apresentador do SBT. É popular, carismática, sabe entrar na zoeira, interage bem com convidados e tem ótimas tiradas. Inclusive ela reúne uma característica marcante do seu pai: o fato de saber extrair de um convidado anônimo, uma ótima conversa. E isso pode surgir em um nome ou origem do participante, uma pista, uma música ou mesmo um merchan da Jequiti. De uma coisa pequena para a maioria, ela consegue amplificar e tornar muito gostoso assistir o programa.

Se compilarmos os melhores momentos do Roda a Roda (onde Rebeca está diariamente desde 12 de junho de 2017), no último ano e nesse princípio de 2019, teríamos mais momentos interessantes que muito programa de auditório variado por aí. Isso, em um formato absolutamente fechado e batido, que é a mesma coisa praticamente desde os tempos de “Roletrando”, ícone dos trocadilhos nas décadas de 1980 e 1990.

Escrevo esse artigo um dia após um programa “Roda a Roda” verdadeiramente edição de colecionador (veja vídeo abaixo). Nele, é impossível não se divertir com Rebeca brincando com o convidado Joel, da Bahia, cujo telefone celular tocou na atração e ela descobriu na lista de contatos o nome “Pâmela”, que não é sua esposa! Depois, no merchan, Rebeca se preparou mais uma vez para receber um consultor em “sua casa”, e passou a varrer o palco.


Ela conseguiu, inclusive, trazer o auditório para o universo do programa. O que antes era só um “ahhhh” ou “êêêê” com aplausos, hoje é algo muito mais participativo, atuante, até mesmo levando ao palco para brincadeiras, como em um dos últimos programas quando desafiou “colegas de trabalho” a fazerem embaixadinhas. Em tempos de tantas amarras em programas de TV, pouca espontaneidade e, principalmente, pouco palco, o Roda a Roda virou um oásis “raiz”. E a audiência tem correspondido, chegando muitas vezes aos 11 e 12 pontos de média em São Paulo.

Diante de tamanha e assombrosa evolução, já é preciso pensar no “day after” para Rebeca. Como ela disse nos últimos dias “pode não parecer, mas esse é um programa da Jequiti”, no meio de uma brincadeira, percebe-se que o programa ficou pequeno para o sucesso e empatia dela. É preciso ver o que é melhor para sua carreira: um formato de transição (como foi o Máquina da Fama para Patrícia) ou quem sabe ir direto para um auditório, com menor tempo de duração que os dominicais no ar, para ir com calma, sem afobamento. A faixa do “Sessão Desenho”, por exemplo, está disponível.

Não sabemos se ela vai levar o Troféu Imprensa/Internet de revelação em 2018, mas independente de resultado, ela já se mostra vitoriosa. Principalmente por se tratar de alguém que não gosta de se expor, sem sentir aquela necessidade recorrente de ficar aparecendo na mídia pelo bem ou mal. Um caso raro em tempos de vazamentos, polêmicas em redes sociais e discussões irrelevantes. Tudo isso contribui para que se crie uma imagem limpa frente ao telespectador.

É importante também ressaltar que, antes de se buscar na concorrência, deve se olhar para o que temos dentro de “casa”. O SBT começou bem esse ano apostando na Maisa como apresentadora (na função que deve ser) e agora tem o desafio de colocar Rebeca em evidência e em algo mais desafiador. Até que para se evite erros como da Patricia, que parece ter perdido um pouco do bonde da história, e Luís Ricardo, injustiçado por tantos anos sem ser testado verdadeiramente em um produto off-Grupo Silvio Santos.

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