Luisa Marilac recorda sua história e bebe ‘bons drinks’ no The Noite desta terça-feira; veja detalhes

Nesta terça-feira (16), Luisa Marilac é a entrevistada de Danilo Gentili no The Noite. Lançando seu livro “Eu, Travesti”, ela afirma: “as pessoas acham que toda travesti se vitimiza. Eu queria dar voz a quem não pode falar. Falo de amor, tráfico internacional, filme pornô...”. A convidada relembra o vídeo que a tornou famosa e comenta: “coloquei em 2010, ficou um ano parado, depois me ligaram falando que bombou. Entrei em depressão, tentei tirar do ar. A história era pra dizer para um ex-marido - que me roubou - que eu estava bem. Foi o que me deu força, porque sou tímida”. E completa, a respeito de ter viralizado: “Deus, aquele dia, olhou para mim dentro daquela piscina”. Ela conta que o ex chegou a entrar em contato após o episódio e revela: “perdoei. Sou apaixonada por ele até hoje”.

 Foto: Gabriel Cardoso/SBT

Sobre sua identificação, declara: “desde que me entendo por gente. Minha mãe saía para trabalhar e eu já começava a vestir a roupa dela e dançar ‘A Rainha da Sucata’”. Luisa relembra um episódio terrível de sua história, quando era adolescente recém chegada a São Paulo e foi golpeada com facadas. “Cheguei a ficar em coma. Tinha acabado de chegar do interior de Minas, estava sentada em um bar com amigos. Só senti minhas costas queimarem”. E continua: “a travesti no nosso país, infelizmente, não tem o direito de ir e vir. A expectativa de vida para mulheres como eu é de 35 anos”. A respeito de ter ido para a Europa e se prostituido, conta: “nunca gostei da prostituição. É diferente você se prostituir e gostar de sexo. Nunca tive a oportunidade de ter carteira assinada”.

THE NOITE
Nesta terça, logo após o Cine Espetacular

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