'Eu viajo e libero minha casa para ele', diz Murilo Cezar sobre amizade com Igor Jansen no ‘PoliCast’ desta quinta-feira

O “PoliCast” desta quinta-feira (07) recebe Murilo Cezar, ator que dá vida ao Marcelo em ‘Poliana Moça’. O podcast vai ao ar logo após a exibição da trama na TV, no canal da novela do YouTube, Spotify, Deezer e Amazon Music.

Foto: Lourival Ribeiro/SBT
 
Marcelo é esposo de Luísa (Thaís Melchior) e juntos tentam engravidar imensuráveis vezes. Ele insiste em continuar tentando, mas Luísa já está cansada e sem esperanças. Marcelo se esforça para respeitar os limites de Luísa, sem fazer com que ela desista desse sonho, sempre ao lado da esposa, a amando incondicionalmente.

“Os conflitos do Marcelo e da Luísa com a gravidez é o mais desafiador. Na primeira temporada eles tinham um dilema para conseguir ficar juntos, na verdade foi um reencontro, eles eram brigados, teve toda a questão com a Débora, ele separou. Tinham questões más resolvidas, pessoas que queriam separá-los. Na segunda, eles já começam juntos, permanecem juntos e começam a viver dilemas de casais compatíveis com a idade deles, dilemas de engravidar, dilemas de viver a dois”, expressa Murilo.

“É o sonho do Marcelo em ‘Poliana Moça’, ao mesmo tempo que tem muita alegria de ter conquistado a gravidez, tem muito receio da parte da Luísa. É legal trazer esse dilema, porque os casais de 30 e poucos sabem que é delicado, parece fácil, mas podem ter algumas complicações [...]. Tem toda a questão da Luísa, ela tem os receios da gravidez, de ser mãe, alguns medos que toda mulher partilha disso. Tem uma coisa muito bonita do casal em engravidar, mas tem uma coisa muito particular, uma coisa muito bela, porém muito desafiadora para mulher que é ser mãe. Tem coisas que nós homens nunca vamos entender”.

O personagem continua como professor da Escola Ruth Goulart, dá aula de audiovisual e pega mais trabalhos como fotógrafo no seu tempo livre. O convidado fala como é interpretar um profissional da educação e suas referências para encarar o papel:

“Eu tive pessoas que foram referências. Um bom professor muda sua vida. Então, o que eu construí ali no Marcelo é de ter uma relação não hierárquica, de amizade, de falar para igual. Muito do que os alunos gostam do Marcelo é por essa vibe de ser amigo. E a Ruth Goulart, se for pensar em termos acadêmicos, é uma escola mais alternativa, ela tem música, tem arte, fotografia, audiovisual. E eu acho que a arte, mesmo quem não queira seguir na parte artística, amplia em uma parte no ser humano que é a empatia, de se colocar no lugar do outro, desanime, quebra um pouco de timidez, na parte de oratória, de falar, de se sentir à vontade, de se conhecer - coisas que nessa fase de adolescente são fundamentais”.

Murilo, 35 anos, é paulistano, mas se mudou com cinco anos de idade para o litoral de São Paulo, em Riviera de São Lourenço, Bertioga. Adora surfar e apreciar atividades culturais como museu e teatro.

Com 17 anos, o intérprete de Marcelo fez administração, curso de sua graduação. Mas o sonho era ser artista: “No mercado corporativo eu não me realizava. E eu sempre tive essa semente do cinema, do ator [...]. Eu iniciei uma carreira de modelo, já focado em estudar. E como modelo foi ótimo, porque eu pude ir para fora, morei em Milão, trabalhei em Milão, conheci Giorgio Armani. Desfilei na Fashion Week de Milão. Morei na Alemanha, em Hamburgo também [...] Eu comecei a estudar teatro por volta dos 22, 23, e quando eu me considerei pronto para o mercado, eu comecei a atuar profissionalmente”, declara o convidado.

Murilo Cezar e Igor Jansen são próximos tanto na ficção, com seus personagens, quanto amigos na vida real. O entrevistado fala dessa relação de dualidade entre eles: “O João, principalmente na primeira temporada, ele supriu muito esse lado paterno para o Marcelo, na época ele estava com a Débora, e eles não tinha esse papo de ter filho, era uma coisa que a Débora não queria, então o Marcelo meio que adota o João, desde os primeiros capítulos de ‘As Aventuras de Poliana’. Hoje, eu considero que eles são grandes amigos e ele preencheu um lugar de pai muito grande do Marcelo durante a primeira temporada, um dos grandes pilares emocionais do Marcelo foi o João”.

“Com o Igor é a mesma coisa. Não tem o que falar. Agora que ele está um jovem crescidinho eu vou contar aqui: tem dias que ele dorme na minha casa, tem dias que eu viajo e libero minha casa para ele. Ele quase bota fogo; chegou umas multas- estou brincando. Mas a gente é muito amigo, hoje, eu considero ele um irmão mais novo, eu só tenho um irmão mais velho, então ele é família. A família dele eu também considero família, os pais deles são incríveis. Foi uma das alegrias de toda essa jornada e tenho certeza que a gente vai levar para vida”, completa.

Confira mais frases da entrevista:


Sobre ser referência e conselheiro para Igor Jansen e Enzo Krieger:

“A gente tem muita amizade. Na vida real, eu não tenho filhos, mas tenho vontade. Eu adoro estar com eles, desde a primeira temporada que eles eram mais novos até essa segunda, a gente troca muita ideia, com o Igor, com o Enzo também. É muito gostoso poder trocar essa ideia, poder ser essa referência de irmão mais velho, não que eu saiba muita coisa, mas a gente tem um pouco de experiência. E é legal dar um toque para fugir de umas roubadas, para alertar umas coisas”.

Sobre desejo de ter filhos:

“Eu quero. Eu já tive mais certeza no passado. Hoje, eu quero, mas eu percebo que aquela impulsividade de ‘quero ser pai, quero ser pai’, eu prefiro deixar tranquila, com cautela, deixar acontecer naturalmente, independente da idade que bater. Acho que mudou em relação aos nossos pais, pelo menos aos meus, que com 20 e poucos anos já eram pais de família”.

Sobre parceira ideal:

“O primeiro de tudo: energia. Eu digo energia, é algo meio subjetivo, mas o santo precisa bater, tem que ter olho no olho, uma atração, uma química. O que me atrai também é um estado de espírito, o bom humor, porque eu acho que a parte física, o estereótipo, é muito limitante”.

Sobre ser romântico:

“Sou romântico. Tem todo um lado da mulher ser empoderada, independente, que é muito bonito, eu admiro. Mas eu gosto de ser gentil, se a pessoa gostar, eu vou abrir uma porta, preparar uma coisa, ser criativo. E só quem vive um relacionamento profundo e duradouro sabe o quanto é importante essa manutenção, esse cuidado, essa gentileza”.

O podcast “Policast” vai ao ar toda terça e quinta, logo após a exibição da novela, no canal de Poliana Moça no YouTube e nas plataformas de áudio

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