'Não sei como escrever um livro', diz polonesa Blanka Lipinska, autora do best-seller ‘365 Dias’, no The Noite desta sexta-feira

Uma convidada internacional fecha a semana do The Noite. Nesta sexta-feira (08), Blanka Lipinska autora do best-seller erótico ‘365 dias’, será entrevistada por Danilo Gentili para falar de sua vinda ao Brasil para o lançamento do 3º livro da trilogia: “Outros 365 dias”. Questionada sobre a inspiração para a história, conta que veio de um namoro, em que ficou um ano e meio sem ter relações com o parceiro. “Eu queria ficar com ele, criei esse mundo na minha cabeça e comecei a levar os livros eróticos. Mas sempre tinha alguma coisa errada com aqueles livros, pois eram cenas eróticas muito ruins.... Era frustrante porque eu queria ler e ouvir sobre sexo. Então criei minha própria história para mim. É uma história muito honesta, pois eu não queria publicar. Mas, depois de quatro anos, mudei de ideia e foi um best-seller no mundo inteiro”, afirma.

 Foto: Lourival Ribeiro/SBT

 Sobre quanto do livro veio de experiências pessoais, responde: “85%. Mas não me pergunte quais partes são reais e quais são minha fantasia, pois nunca vou responder. O sequestro foi real. Não foi tão espetacular assim, foi mais simples, mas foi verdade sim”. Falando do filme, revela: “o primeiro filme foi um grande problema, pois a produção do filme tinha uma opinião para tudo. Eu decidi quem seria o Máximo, quem seria a Laura, como seria o filme de fato. Foi uma ideia ruim, mas era uma ideia minha. Eu não sabia fazer filmes, mas sabia o que queria ver no filme. O grande problema foi que, eu não sabia que, no filme, você não pode fazer certas coisas. Foi um grande problema, precisava dizer cem vezes desculpa”.

Blanka diz já ter ideia para um quarto livro e não revela o nome. Sobre as polêmicas a respeito da obra, comenta: “é um livro bem difícil porque, no começo da primeira parte, tem uma controvérsia – não para mim - uma cena controversa sobre a cena da aeromoça no avião... No livro, teve um problema com isso. Eu não vejo violência na cena, mas quando disseram, depois de ler o livro, que era uma violência, decidi que tinha que estar no filme para mostrar que não tinha violência. Depois disso, aconteceram alguns problemas com o filme, porque começou uma controvérsia com essa cena. Mas o início do primeiro livro é o início do quarto livro. Agora, imagina como é difícil”.

Falando de outros empregos que teve antes de se tornar escritora, recorda: "trabalhava como gerente de hotel, depois fui diretora do departamento de vendas, também fui maquiadora, gerente de baladas e (trabalhei com) terapia com hipnose". Danilo pergunta de seu processo de escrita e se ela vai dar dicas de como fazê-lo em sua palestra na Bienal do Livro e a convidada responde: "isso é um problema, porque eu não sei como escrever um livro. Normalmente tem diferentes linguagens quando você cria um livro e tenta dizer algo. No meu livro, não tem diferença, eu escrevo como eu diria. Meu livro é uma conversa entre eu e meus fãs".

THE NOITE
Nesta sexta, logo após a Tela de Sucessos

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