'Vivemos e tínhamos planos de fazer muita coisa', declara Jitman Vibranovski sobre história de amor semelhante com Antônio e Branca no 'PoliCast' desta terça

Jitman Vibranovski é o convidado do “PoliCast” desta terça-feira (02). O experiente ator emociona ao revelar que sua história de amor e aventura na terceira idade se assemelha com a do seu personagem, mas com um desfecho triste. O episódio vai ao ar às 21h30, no canal da novela do YouTube e nas plataformas de áudio.

Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Em “Poliana Moça”, Jitman interpreta Antônio, personagem que estava presente em “As Aventuras de Poliana”. Agora, casado, está feliz, apesar do relacionamento envolver outra pessoa madura, ele não acontece sem grandes emoções, afinal escolheu passar o resto da vida ao lado de ninguém menos que Dona Branca [Lilian Blanc]. Continua trabalhando na residência de Luísa [Thaís Melchior], não só cuidando do jardim, mas de toda a casa, sendo o mesmo grande amigo e mentor da menina que viu se tornar mulher. A vida amorosa e profissional não lhe causam preocupação, o que lhe tira o sono é não saber do paradeiro de sua filha Violeta [Gabriela Saadi], que acaba de descobrir o tamanho do esquema criminoso no qual a filha está envolvida.

Ao lado da sua amada, Antônio aposentou o sofá e a novela, e embarcou em esportes radicais e programas com adrenalina como paraglider, tirolesa e passeios de moto. O ator conta que assim como no enredo da trama na telinha, ele conheceu sua mulher já na terceira idade.

“Antônio e Branca acabaram em ‘As Aventuras de Poliana’ namorando, e quando começou ‘Poliana Moça’, eles já estavam casados, então, nesse intervalo eles casaram. Essa história de mostrar que é possível viver, ter projetos, ser feliz, para todos os problemas, coincidiu muito com minha história”, declara o veterano.

“Tem uma coincidência muito grande, eu vou me emocionar. Eu fiz 77 anos, dia 30. Quando eu tinha 60 eu estava separado - já tinha casado e estava separado-, e conheci a que ficou minha esposa, ela tinha 59 e eu 61, e nós dois vivemos 15 anos de muitas aventuras e viagens. Nós éramos parceiros de viagens, viajamos muito pelo mundo inteiro; parceira no lado social, no lado artístico -ela também trabalhava com arte, ela era atriz, jornalista. Vivemos e tínhamos esse plano de fazer muita coisa”.

Durante a gravação da cena do paraglider, em São Bento do Sapucaí (SP), Vibranovski recebeu a notícia que a esposa estava no hospital em coma, dias depois, ela faleceu:

“Minha esposa faleceu esse ano, no início do ano, em março. Quando eu vim gravar a cena do paraglider, eu deixei ela no hospital, aparentemente ia ficar tudo bem. Era um sábado, um lugar lindo que eu já estive com ela, eu cheguei a mandar uma foto: ‘olha o hotel que estou’, mas eu não sabia que ela já estava em coma. Eu saí do Rio [de Janeiro] na quarta, quinta ela estava bem, no sábado ela entrou em coma e eu não sabia, eu até mandei uma foto e na sexta-feira ela não respondeu. Eu soube quando já estava lá e foi uma gravação muito difícil, muito mesmo, de muita emoção.

“A partir daí, todas as gravações que eu faço com a Lilian, que é uma parceira que acompanhou de perto, aliás, eu tive um apoio de toda emissora, da direção, dos colegas, maravilhosos. A partir daí, todas as cenas que eu falo para ela, 'poxa, temos muitos projetos pela frente’, vem uma emoção muito grande”, completa o entrevistado.

Com muita dor no coração, mas contente em retornar às gravações após a perda da amada, o ator expõe como o trabalho o ajudou: “Eu quis gravar, passado uma semana, eu falava para me escalar, porque eu queria gravar, trabalhar, porque era a maneira de me movimentar, fazer alguma coisa, trabalhar, encontrar os amigos”.

Com muita sabedoria e ternura, o convidado inspira a todos com uma mensagem de paz e esperança: “Eu vivo de ter sonhos que ainda não realizei, porque é isso que me mantém vivo. Eu agora estou em uma reaprendizagem na vida. Eu fui pra terapia, para fazer essa terapia do luto. Eu quero fazer, principalmente, muito teatro. Eu quero ver esse Brasil de novo crescendo, com menos gente morando na rua, com pessoas tendo emprego, tendo possibilidade de comer, de se alimentar, de ter educação, da cultura ser novamente valorizada. É muito importante que as pessoas todas tenham direito de ser o que elas quiserem ser, não importa a religião, a orientação sexual, o importante é o caráter, o importante é a fraternidade, amizade e cada um possa profetizar a fé que tenha. Tem gente que tem fé na vida; eu tenho fé na vida, minha religião é fé na vida”, finaliza.

O podcast “Policast” vai ao ar toda terça, logo após a exibição da novela, no canal de Poliana Moça no YouTube e nas plataformas de áudio

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